No dia 07 de novembro de 2015 compareci à exposição Zeitgeist - A Arte da Nova Berlim, no CCBB, em Belo Horizonte que reuniu fotografia, música, pintura e instalações.
"Marcada por duas guerras mundiais e dividida pelo Muro durante quase três décadas, a capital da Alemanha se reergueu das cinzas. Da vida improvisada dos anos 1990, as contradições que caracterizaram a cidade, reinventada a partir de dois mundos, acabaram por formar, pouco a pouco, o Zeitgeist - espírito de uma época, a partir do qual a arte, a cultura e as relações humanas evoluem - que hoje projeta sua influência muito além da Europa Central e atrai artistas do mundo todo com seu magnetismo."
As salas, quase sempre marcadas com a presença de luzes vibrantes e estações com música eletrônica, criam a atmosfera de simultaneidade e rapidez de Berlim, permitindo a contemplação do caos.
Dentre as obras expostas, sem dúvida a instalação "Standard Time", de Mark Formanek é uma das mais interessantes. Consiste em um relógio "digital" formado por tábuas de madeira, que são trocados em tempo real para representar o horário. É interessante reparar como um ato simples como de pessoas trocando os horários nos faz refletir sobre como o minuto é efêmero, sobre a nossa representação e percepção do tempo e até sobre o formato gráfico dos números na sociedade.




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